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Choque hipovolêmico: Sintomas e seu tratamento.

Choque hipovolêmico aprenda tudo.

Choque hipovolêmico

O que é choque hipovolêmico?

Choque hipovolêmico ou hemorrágico é a grande perda de fluidos, especialmente sanguíneo devido às causas diversas em porcentagens superiores a 15%. O nosso sangue é o líquido responsável pelo transporte de nutrientes e oxigênio fundamentais para a manutenção dos processos celulares. Necessitamos dessa substância fluindo perfeitamente para garantia do metabolismo.

Para que o choque hipovolêmico aconteça é necessário que um fator interno ou externo ao organismo impeça seu funcionamento normal. Hemorragias, desidratação e perda de fluidos são as causas desse desequilíbrio. Acidentes, quedas ou fortes impactos podem levar uma grande perda de fluidos, ocasionando o choque.

Dessa incapacidade de irrigação sanguínea há uma deficiência no fornecimento de nutrientes e na oxigenação ao corpo, fazendo-se necessário um mecanismo de reversão, pois, sem ele aumentam-se as chances de haver morte das células
Durante o choque hipovolêmico, o organismo trabalha de uma maneira diferente. Biologicamente falando, ao invés de produzir 38 moléculas de ATP (modo aeróbico), o corpo passa a produzir apenas 2 (modo anaeróbico). Dessa maneira acontece a queima da camada gordura para suprir essa deficiência, levando a isquemia e consequente enfraquecimento da musculatura, inclusive do coração.

O choque hipovolêmico ou hipovolemia se divide em três fases de acordo com o grau de deterioração do organismo, conforme a perda de fluidos continua. Confira:

Choque compensatório

Primeiro há o aumento da frequência cardíaca, vasoconstrição venosa e vasoconstrição reflexiva (redistribuição do fluxo sanguíneo) além de uma respiração compensada. Nesse caso o choque é menos grave e as chances de reversão do quadro clínico são maiores.

Durante a hipovolemia, o organismo sofre uma diminuição da pressão arterial para fazer uma compensação dessa perda. Numa tentativa de manter o corpo em atividade, a pressão atinge níveis muito baixos. Depois disso os vasos sanguíneos seguem reduzindo o seu volume para garantir a passagem do fluxo.

Por último os rins atuam liberando substâncias que controlam a sensação de falta de líquido e aumento de sede. Todos esses mecanismos atuam de maneira a frear os efeitos do choque.

Choque progressivo

Na etapa progressiva da hipovolemia os mecanismos não atuam mais com tanta eficiência e a pressão arterial sistólica fica abaixo de 90mmhg. Por conta disso coração vai perdendo a capacidade de bombeamento sanguíneo, podendo levar a óbito o indivíduo.
Nessa etapa ainda a regulação neural e a respiratória não se completam bem por conta da constante perda, levando a falta de oxigênio na corrente sanguínea e consequente desnutrição dos tecidos. A suspensão de parte do fluxo de sangue leva ao enfraquecimento dos músculos do coração, fazendo com que se dilatem diminuindo o retorno do sangue venoso.

A isquemia enfraquece a musculatura vascular e os vasos se dilatam, ocorrendo perda do volume de fluxo venoso. Essas ações podem deixar os vasos permanentemente dilatados. Todos esses processos internos vão causando grande enfraquecimento do organismo e o indivíduo pode falecer.
Também se formam coágulos em vasos mais finos, ou seja, aparecem obstruções por conta da menor velocidade de passagem no sangue (sem circulação eficiente, ocorre a coagulação sanguínea). Tem-se a redução do fluxo sanguíneo nos vasos periféricos favorecendo a formação de mais coágulos formando assim um ciclo vicioso.

Na sua forma mais crítica, o choque hipovolêmico leva a degradação dos sistemas oxidativo (produção de ATP) e energético dos tecidos, o que implica na piora da situação das funções circulatórias, que ficam ainda mais comprometidas.
Todas essas reações do organismo são graves e ocorrem progressivamente. Daí então a própria circulação sanguínea faz com que o choque se agrave até que levar o indivíduo a óbito. Se não houver ajuda suficiente: levar o doente ou acidentado a uma unidade de saúde o mais rápido possível para aplicação de medicações que revertam os efeitos do choque e ao mesmo tempo estabilizem as funções metabólicas.

Choque irreversível

Na sua última fase, infelizmente há muitas dificuldades em fazer a pessoa tornar a sua condição metabólica normal, pois, foi grande o volume de fluidos perdido ocasionou uma série de danificações irreversíveis em diversos sistemas. As opções de reversão disponíveis não fazem mais efeito, devido à gravíssima situação clínica de deterioração das funções vitais do organismo.

Sintomas

Os sintomas do hipovolemia sofrem variações ao longo dos seus estágios de evolução, mas de modo geral a perda do fluxo sanguíneo ocasiona:
• Respiração e batimentos acelerados (taquicardia);
• Pele pálida ou azulada (cianose);
• Pele com umidade e frieza;
• Suor mais intenso;
• Pupilas dilatadas;
• Olhos mais profundos e escurecidos;
• Náuseas, ânsia e vômito;
• Sede intensa;
• Sensação de tontura e fraqueza;
• Perda dos sentidos, ou seja, inconsciência que evolui ao mesmo tempo que o indivíduo perde seus fluidos.

Tratamento

 

saiba tudo sobre o tratamento do choque hipovolêmico

Tratamento do choque hipovolêmico

 

A reversão da hipovolemia se inicia na reposição dos nutrientes perdidos junto com volume sanguíneo. Visando essa recuperação do paciente, conforme as perdas temos algumas opções disponíveis nos centros médicos:
– Transfusão sanguínea
– Cristalóides (água, açúcares e eletrólitos – sódio, potássio, cálcio e cloro)
– Soluções salinas hipertônicas
– Colóides

 

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